Dúvidas mais comuns sobre aromaterapia
Difundida no Brasil como holística e até mesmo mística, principalmente devido à escassez de estudos científicos sobre o tema, esse braço da fitoterapia ainda suscita muitas perguntas na população. Nesse post, três questionamentos muito comuns em iniciantes da aromaterapia são abordados: "A eficácia da aromaterapia é cientificamente comprovada?", "Como utilizar os óleos essenciais?" e "Há contraindicações?". Para saber mais, confira o post na íntegra.
A eficácia da aromaterapia é cientificamente comprovada?
Diversos estudos apontam que a eficácia da aromaterapia é superior ao placebo; mesmo assim, não há pesquisas que equiparam sua eficácia à da medicina tradicional. Portanto, a aromaterapia é mais indicada como tratamento complementar. De acordo com a naturóloga e aromaterapeuta Daiana Petry, a prática é "independente da ciência".
Em 2018, a aromaterapia foi integrada ao SUS através da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), com críticas por parte de entidades médicas. O então ministro da saúde, Ricardo Barros, rebateu: “É um investimento para evitar que as pessoas fiquem doentes. Precisamos continuar caminhando em direção à promoção de saúde em vez de cuidar apenas de quem fica doente”.
Como utilizar os óleos essenciais?
Há duas formas principais de usar:
Difusor pessoal: Normalmente é um colar no qual se pinga uma gota de um determinado óleo essencial buscando um efeito emocional. O óleo atua através do olfato e no sistema límbico.
Em solução (em um creme, óleo vegetal, sabonete, pomada, etc.): responsável por um efeito físico, é muito comum em cosméticos (como o óleo de melaleuca em produtos anti-acne) ou para aliviar dores locais (como o óleo essencial de arnica).
Embora o uso possa ser direcionado para o efeito psicológico ou fisiológico, eles não existem separadamente. Sendo assim, é necessário ficar atento para não ter resultados indesejados.
É necessário também ficar atento à diferença entre óleo essencial e essências sintéticas, que são muito mais baratas, mas não possuem efeito terapêutico algum.
Há contraindicações?
Sim! Daiana Petry explica que os óleos essenciais são a forma mais concentrada das propriedades curativas das plantas. Sendo assim, seu uso indiscriminado pode fazer muito mais mal do que um chá, por exemplo. Alguns óleos podem causar irritação da pele, incluindo reações fototóxicas, principalmente se forem utilizados puros e não em solução. Também podem ser perigosos para quem tem problemas respiratórios, causando espasmos das vias aéreas; e são particularmente contraindicados durante a gravidez, já que alguns óleos - como o de alecrim e o de salva - podem causar contrações do útero. Portanto, é necessário estudo e responsabilidade para fazer uso da prática, assim como em relação à práticas da medicina convencional.

Tinha as mesmas dúvidas!
ResponderExcluirAdorei a postagem!
ResponderExcluironde posso comprar um difusor?
ResponderExcluirOi! Você pode comprar junto com óleos essenciais em lojas próprias. Talvez em lojas de bijuterias vc encontre alguns modelos tb, mas é mais raro.
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